A Sulamita
"A mulher amada no Cântico dos Cânticos."
Perfil Bíblico
A Sulamita é a mulher amada no Cântico dos Cânticos, o objecto do desejo do rei e a oradora de uma poesia de amor apaixonada.A sua identidade permanece debatida — possivelmente uma mulher rural de Suném, ou a designação pode significar simplesmente "a pacífica".
Ela descreve - se como "morena, mas formosa", bronzeada por trabalhar nas vinhas dos seus irmãos sob o sol.Ela não era pálida como as mulheres protegidas da corte, mas tinha a tez do trabalho ao ar livre.No entanto, ela insiste: "Não olheis para o eu ser morena" — a beleza não é diminuída pelo trabalho.
A sua poesia exprime o anseio durante a separação: "De noite, na minha cama, busquei aquele a quem ama a minha alma." Ela procura pelas ruas da cidade, interrogada pelos guardas, até encontrar o seu amado e o levar para a casa da sua mãe.
As filhas de Jerusalém servem de coro, perguntando o que distingue o seu amado dos outros.A sua resposta cataloga a sua atratividade em metáforas elaboradas: "A sua cabeça é como o ouro mais apurado... os seus olhos são como os das pombas... os seus braços, como cilindros de ouro."
O clímax do poema declara o poder do amor: "Põe-me como selo sobre o teu coração... porque o amor é forte como a morte, e duro como a sepultura o ciúme; as suas brasas são brasas de fogo, com veementes labaredas. Muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios afogá-lo."
Significado Teológico
A inclusão do Cântico nas Escrituras valida o amor romântico humano como digno de celebração.Atração física e desejo entre amantes comprometidos não são concessões à fraqueza, mas presentes para serem desfrutados.
A agência da Sulamita ao longo do poema — procurando, encontrando, segurando, convidando — mostra a procura mútua no amor.Ela não é uma recipiente passiva, mas uma participante activa.O amor saudável envolve um desejo recíproco.
As tradições judaica e cristã têm interpretado o Cântico alegoricamente — Israel e Deus, a igreja e Cristo.Embora o significado literal celebre o amor humano, a leitura espiritual não é arbitrária.O amor conjugal espelha de facto a aliança divino - humana.
A sua descrição "Eu sou do meu amado, e o meu amado é meu" articula a pertença mútua exclusiva que caracteriza tanto o casamento como a união espiritual com Deus.
Referências Bíblicas
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